O Caráter de Jesus Cristo
“E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.
(Mateus 5.1-12)
Conheçamos primeiramente o significado da palavra caráter, acompanhemos no texto de Ady Lopes a origem desta palavra.
“A palavra caráter procede do grego “charassein” ou “charasso”, significando “coisa gravada” ou “eu gravo” caráter é o conjunto da personalidade. Segundo René de Senner, filosofo francês, psicólogo, caracterólogo, o caráter é formado por traços com sentido moral e ético. Assim sendo características como honestidade, afabilidade, indelicadeza, perseverança, inconstância e disposição para o trabalho são traços do caráter porque são socialmente aceitos ou repudiados e são tidos como certos ou errados. A personalidade cristã possui caráter cujo modelo é Cristo.”(ADY. Lopes, 2005)
Na primeira epistola que escreveu João Evangelista diz: “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar o pecado de muitos; e nele não há pecado” (João 3.5). João esta indicando que Jesus estava isento de toda contaminação. No verso três, João afirma que Jesus era absoluta e imaculadamente puro. “Ele possuía todos os elementos de pureza positiva e perfeita santidade”.
Vejamos o que escreveu Raimundo de Oliveira sobre a santidade de Jesus:
“A santidade de Jesus foi testemunhada pelos espíritos imundos, por Judas Iscariotes, Pilatos, pela esposa de Pilatos, pelo malfeitor moribundo na cruz, pelo Centurião Romano, por ocasião da crucificação, pelos apóstolos Pedro e João, Ananias de Damasco, por todo o grupo de apóstolo, pelo apóstolo Paulo, pelo próprio Jesus Cristo, por Deus Pai.
Examine: (Mc 1.23, 24; Mt 27.3, 4; Jo 18-38; Mt 27.19; Lc 23.41; At 3.14; I Jo 3.5; At 22.14; 4.27; 2 Co 5.21; Jo 8.46; Hb 1.8.9)”.
Acompanhe o relato muito patente nos seguintes casos do Novo Testamento a respeito da santidade de Jesus.
a) por sua atitude para com o pecado e a justiça (Hb 1.9);
b) por suas ações referentes ao pecado e à vontade de Deus (I Pd 2.22);
c) pela sua exigência de santidade por parte dos outros (Mt 5.48);
d) pela sua repreensão dos pecadores (Mt 26.23);
e) mediante seu sacrifício para salvar os homens do pecado (I Pd 2.24);
f) pelo castigo destinado aos impenitentes (2 Tess 1.7-9).
Quando somos aprovados por Deus, essa característica tem o caráter de Jesus e deve estar presente no crente. Pedro ratifica em sua epistola: “mas como é santo aquele que nos chamou, sede vós também santo em toda a vossa maneira de viver” (I Pd 1.15,16).
Porque escrito está “Sede santo, porque eu sou santo”.
Escrevendo aos Tessalonicenses, Paulo conclui que “A vontade de Deus é a nossa santificação” (I Tess 4.3).
Jesus disse se dirigindo ao Pai “santifica-os na verdade; tua palavra é a verdade”.
A Palavra de Deus é a verdade que o crente ao se deleitar em sua leitura é santificado por ela. E finalizando, em apocalipse está escrito. “Quem é injusto faça injustiça ainda, e quem está sujo, suje-se ainda: e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22.11).
Agora é importante atentarmos para a seguinte observação: a santificação é um dos processos da salvação. “É a obra da graça de Deus pela qual o homem é separado do ego e de sua pecaminosidade interior, e, pela concessão do Espírito Santo, separado para a santidade e a serviço de Deus”.
O amor é outra característica do caráter de Cristo. Respaldado neste sentimento, são objetivos de seu amor:
Deus Pai (Jó 14.31);
A Igreja (Ef 5.25);
Os crentes como Indivíduos (Gl 2.20);
Aqueles que lhe pertencem (Jo 13.1);
Os discípulos obedientes (Jo 14.21);
Seus próprios inimigos (Lc 22.34);
Seus próprios familiares (Jó 19.25,23);
As crianças (Mc 10. 13-16);
Os pecados perdidos (Rm 5. 6-8).
“Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando-nos assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por ele morreu e ressuscitou” (II Co 5.14,15).
Jesus demonstrou seu grande amor quando por vontade própria deixou a glória do pai e encarnou-se e habitou entre os homens (Jo 1.14), vivendo entre eles e sofrendo as dores da crucificação em favor da humanidade. Como de forma precisa o profeta messiânico, chamado Isaías, vaticinara:
“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões; e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53. 4,5).
Jesus demonstrou seu amor de maneira prática pela multidão que o seguia, tendo compaixão, operou o milagre da multiplicação dos pães (Mc 6. 30-44), ao comover-se de íntima compaixão pelo filho da viúva da cidade de Naim, que estava morto, porém o ressuscitou (Lc 7.11-17).
Ao comover-se muito em espírito e perturbar-se ao ver a incredulidade de seu povo, os judeus, na ocasião da ressurreição de Lázaro. (Jo11)
E ao chorar pelo povo de Israel (Lc 19.40-44).
Por fim ao demonstrar a maior prova de Seu amor, dando sua vida pelos seus amigos (Jo 15.13).
Jairo Cardoso da Costa - jairocardoso_ufc@yahoo.com.br
Educador e Agente de Leitura
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