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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Paradoxo do Sofrimento

Paradoxo do Sofrimento
"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos,
mas não desanimados; abatidos, mas não destruídos"

(II Coríntios 4.8,9).


Parece um paradoxo, mas aprouve a Deus o sofrimento, pois sem ele jamais seríamos aperfeiçoados e transformados por Ele. Somente através do sofrimento, demonstramos o tamanho de nossa fé, de nosso amor, a ponto de não renunciarmos, mesmo se derramando em prantos para ver o agir de Deus por nossas vidas. "E Disse o Senhor: E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça" (Lc 18.6-8).

Joni Eaneckson Tada observa: "Quando a vida em mar de rosas, podemos passar o tempo adquirindo conhecimentos sobre Jesus, imitando-o, citando-o e falando sobre ele mas é somente ao sofrer que conheceremos Jesus".

Reafirmo, no sofrimento, aprendemos coisas a respeito de Deus que não podemos aprender de nenhuma outra forma.

A Bíblia freqüentemente compara a provação com o fogo cuja ação é semelhante ao metal que refina queimando as impurezas Pedro afirmou: "Essa dificuldade vêm para provar que sua fé é pura" (I Pe 1.7). Essa pureza da fé vale mais que ouro. Foi feita a seguinte pergunta a um ouvinte: "Como você sabe que a prata é pura?" Ele respondeu: "Quando vejo meu reflexo nela". Quando você é refinado pelas provações as pessoas podem ver o reflexo de Jesus em você. Tiago disse: "Sob pressão, a sua fé é forçada para fora e verdadeiramente se expõe" (Tg 1.3).

O grande erro cometido pelas igrejas neo-petencostais é considerarem o sofrimento como algo que nos distancia de Deus, quando na verdade nos faz é nos aproximar mais de Dele. Veja a reação de Jó, depois que fora provado por Deus "Eu te conhecia só de ouvir, mas agora, meus olhos te vêem" (Jó 42.5).

O sofrimento, numa perspectiva positiva, nos faz enxergar coisas que de outra maneira jamais veríamos, tal como reconhecer nossas fraquezas, falhas e fragilidade, o que revela que realmente somos pó e cinza, intrinsecamente sedentos por Deus! Quando sentimos dor física ou emocional, não temos disposição para orações superficiais; O rei Ezequias provou isso quando recebeu a palavra do profeta Isaías dizendo que ele iria morrer. A reação do rei foi relatada pelas sagradas escrituras. Ele não blasfemou nem xingou a Deus nem muito menos se decepcionou, porém frente a esta prova de fogo, Ezequias reagiu como verdadeiro crente aprovado por Deus, quebrantou o seu coração perante o Senhor que não tardou em ouvi-lo e enviou-lhe a resposta: "Ouvi tua oração e vi tuas lágrimas".

O medo deu lugar à coragem, a tristeza pulou de alegria, a fraqueza não se viu mais, a energia e a força tomaram conta do ambiente e todos se tornaram uma brasa viva do poder de Deus! Os frutos, as conversões, os milagres e a ação social foram respostas do maravilhoso amor de Deus concedido ao coração dos homens. Paulo e Silas são exemplos, quando foram presos e açoitados. Porém, perto da meia noite, eles encontraram forças onde não havia, a fé transcendeu ao natural, e ambos oravam e cantavam, dando louvores ao Senhor (Lc 16.25,26). De repente, o impossível aconteceu, sobreveio um poderoso terremoto, o qual abalou os alicerces da prisão, as portas se abriram e até mesmo as cadeias que prendiam os prisioneiros foram quebradas. Uma vez provado e aprovado por Deus, o homem não é mais o mesmo, ele agora vive pelo poder de Deus (Rm 1.16).

O Caratér de Jesus

O Caráter de Jesus Cristo


E JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo: Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra; Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos; Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus; Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus; Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós”.

(Mateus 5.1-12)




Conheçamos primeiramente o significado da palavra caráter, acompanhemos no texto de Ady Lopes a origem desta palavra.


A palavra caráter procede do grego “charassein” ou “charasso”, significando “coisa gravada” ou “eu gravo” caráter é o conjunto da personalidade. Segundo René de Senner, filosofo francês, psicólogo, caracterólogo, o caráter é formado por traços com sentido moral e ético. Assim sendo características como honestidade, afabilidade, indelicadeza, perseverança, inconstância e disposição para o trabalho são traços do caráter porque são socialmente aceitos ou repudiados e são tidos como certos ou errados. A personalidade cristã possui caráter cujo modelo é Cristo.”(ADY. Lopes, 2005)



Na primeira epistola que escreveu João Evangelista diz: “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar o pecado de muitos; e nele não há pecado” (João 3.5). João esta indicando que Jesus estava isento de toda contaminação. No verso três, João afirma que Jesus era absoluta e imaculadamente puro. “Ele possuía todos os elementos de pureza positiva e perfeita santidade”.

Vejamos o que escreveu Raimundo de Oliveira sobre a santidade de Jesus:

A santidade de Jesus foi testemunhada pelos espíritos imundos, por Judas Iscariotes, Pilatos, pela esposa de Pilatos, pelo malfeitor moribundo na cruz, pelo Centurião Romano, por ocasião da crucificação, pelos apóstolos Pedro e João, Ananias de Damasco, por todo o grupo de apóstolo, pelo apóstolo Paulo, pelo próprio Jesus Cristo, por Deus Pai.

Examine: (Mc 1.23, 24; Mt 27.3, 4; Jo 18-38; Mt 27.19; Lc 23.41; At 3.14; I Jo 3.5; At 22.14; 4.27; 2 Co 5.21; Jo 8.46; Hb 1.8.9)”.

Acompanhe o relato muito patente nos seguintes casos do Novo Testamento a respeito da santidade de Jesus.

a) por sua atitude para com o pecado e a justiça (Hb 1.9);

b) por suas ações referentes ao pecado e à vontade de Deus (I Pd 2.22);

c) pela sua exigência de santidade por parte dos outros (Mt 5.48);

d) pela sua repreensão dos pecadores (Mt 26.23);

e) mediante seu sacrifício para salvar os homens do pecado (I Pd 2.24);

f) pelo castigo destinado aos impenitentes (2 Tess 1.7-9).


Quando somos aprovados por Deus, essa característica tem o caráter de Jesus e deve estar presente no crente. Pedro ratifica em sua epistola: “mas como é santo aquele que nos chamou, sede vós também santo em toda a vossa maneira de viver” (I Pd 1.15,16).

Porque escrito está “Sede santo, porque eu sou santo”.

Escrevendo aos Tessalonicenses, Paulo conclui que “A vontade de Deus é a nossa santificação” (I Tess 4.3).

Jesus disse se dirigindo ao Pai “santifica-os na verdade; tua palavra é a verdade”.

A Palavra de Deus é a verdade que o crente ao se deleitar em sua leitura é santificado por ela. E finalizando, em apocalipse está escrito. “Quem é injusto faça injustiça ainda, e quem está sujo, suje-se ainda: e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22.11).

Agora é importante atentarmos para a seguinte observação: a santificação é um dos processos da salvação. “É a obra da graça de Deus pela qual o homem é separado do ego e de sua pecaminosidade interior, e, pela concessão do Espírito Santo, separado para a santidade e a serviço de Deus”.


O amor é outra característica do caráter de Cristo. Respaldado neste sentimento, são objetivos de seu amor:

Deus Pai (Jó 14.31);

A Igreja (Ef 5.25);

Os crentes como Indivíduos (Gl 2.20);

Aqueles que lhe pertencem (Jo 13.1);

Os discípulos obedientes (Jo 14.21);

Seus próprios inimigos (Lc 22.34);

Seus próprios familiares (Jó 19.25,23);

As crianças (Mc 10. 13-16);

Os pecados perdidos (Rm 5. 6-8).


Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando-nos assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por ele morreu e ressuscitou” (II Co 5.14,15).



Jesus demonstrou seu grande amor quando por vontade própria deixou a glória do pai e encarnou-se e habitou entre os homens (Jo 1.14), vivendo entre eles e sofrendo as dores da crucificação em favor da humanidade. Como de forma precisa o profeta messiânico, chamado Isaías, vaticinara:

Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões; e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados... e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido” (Is 53. 4,5).

Jesus demonstrou seu amor de maneira prática pela multidão que o seguia, tendo compaixão, operou o milagre da multiplicação dos pães (Mc 6. 30-44), ao comover-se de íntima compaixão pelo filho da viúva da cidade de Naim, que estava morto, porém o ressuscitou (Lc 7.11-17).

Ao comover-se muito em espírito e perturbar-se ao ver a incredulidade de seu povo, os judeus, na ocasião da ressurreição de Lázaro. (Jo11)

E ao chorar pelo povo de Israel (Lc 19.40-44).

Por fim ao demonstrar a maior prova de Seu amor, dando sua vida pelos seus amigos (Jo 15.13).

Jairo Cardoso da Costa - jairocardoso_ufc@yahoo.com.br

Educador e Agente de Leitura












quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aprovado por Deus

"O propósito de Deus através da provações é gerar em nós o fruto do Espiríto, ou seja, seu amor ágape em nossos corações..."